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sexta-feira, 2 de abril de 2010

SEXTA-FEIRA SANTA

A Sexta-Feira Santa para mim traz-me sempre recordações de infância.
Traz-me à memória as Páscoas passadas em casa dos meus avós, com a família toda reunida.
Lembra-me as orações de joelhos na sala de estar, as idas à Igreja Matriz, as procissões do Senhor dos Passos e a do Cristo já morto no ataúde, o ter de rezar a via sacra feita pelos caminhos entre as duas igrejas (Misericórdia e Matriz), lembra-me o jejum forçado (sem doces ou rebuçados) e a abstinência da carne, o ter de pôr uma gravata preta (tinha de pôr casaco e calça de flanela), da sirene dos bombeiros às três horas da tarde, e do ter de ficar em casa sem poder ir à rua passear e brincar com os amigos.
Apesar desse tempo de recolhimento, também havia azáfama lá por casa: era o momento de se preparar o almoço do Domingo, pois tudo tinha de ser feito com tempo; e também tinha de se preparar a vinda do senhor padre com o Cristo Ressuscitado na sua Visita Pascal, o que acontecia no Domingo.

Felizmente, no sábado tudo mudava... cantava-se o ALELUIA a antever o ressuscitar do Senhor e já a vida retornava ao seu normal. Altura para desenferrujar as pernas em longos passeios de bicicleta juntamente com os primos que se juntavam nessa altura do ano.

Também é a altura de desejar uma Boa Páscoa! e Aleluia!

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