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segunda-feira, 12 de abril de 2010

SAPO

O SAPO é um animal, um anfíbio, daqueles sem cauda. 

Existem muitas espécies e a maioria vive perto de água. 

É parecido com a rã, mas tem uma pele mais rugosa e mais seca, para além de não ter, tão desenvolvidas, as membranas interdigitais. 

Põem os ovos na água dos quais saem os girinos que mais se parecem com peixes - têm cauda e não têm pernas. À medida que se desenvolvem, a cauda vai atrofiando e os membros aparecendo (ainda lembram as metamorfoses da rã e do sapo?). 

Alimentam-se dos mais variados insectos e capturam as presas lançando a língua mucosa, longa e pegajosa.

Mas SAPO não é só o animal, o Bufo bufo, a sua designação científica.

SAPO pode ser um espectador, que não toma parte num jogo.

SAPO pode ser bem o contrário: uma pessoa intrometida, que se mete na vida dos outros.

SAPO é, também, no Brasil, o fiscal de transportes públicos que anda disfarçado, no meio dos passageiros.



Há, também, os SAPOS DE PELUCHE que fazem parte das recordações de qualquer um de nós. E eu guardo sempre as boas recordações!



(DO AUTOR - O MEU SAPO DE PELUCHE)





A palavra SAPO está associada a uma série de histórias, fábulas, expressões, magias, bruxedos, a um mundo de coisas e até, ao mundo automóvel.

Corre agora a versão moderna de "A PRINCESA E O SAPO",  a história de Tiana e do Príncipe SAPO Naveen que desespera em voltar a ser humano até surgir o tal beijo fatídico dado por Tiana; nesta história, em vez de casarem, terem muitos filhos e serem felizes para sempre, ela sempre realiza o seu sonho de abrir um restaurante na Louisiana.

Também tem a da fábula do "SAPO E O BOI", em que aquele, ao ver passar um boi imponente, fica cheio de inveja e começa a estufar..., a estufar..., a estufar..., a estufar... até que estoira, e cuja moral é: nada de inveja, seja sempre você mesmo.

Ainda ligado aos livros, aos contos e às histórias quem esquece o SAPO-CURURU do Zézé do "Meu pé de laranja Lima" e "Vamos aquecer o Sol" (do José Mauro de Vasconcelos)? E a cantilena como acaba o livro:
"Sapo-cururu
Na beira do rio.
Quando o sapo canta, maninha
Diz que está frio...
Diz que está frio...
Diz que está frio...
Diz que está frio..."

Depois há as múltiplas expressões:

   "ENGOLIR SAPOS" - que significa passar por uma situação desagradável ou constrangedora, fazer uma coisa contrariado. Em política engolem-se muitos sapos.
   "PAGAR SAPO" - quase o mesmo que o engolir sapos.
   "SAPO DE FORA" -  aquele que entrou num lugar ou festa sem ser convidado. O borlista.
   "MÃOS DE SAPO" - as mãos gordas, rechonchudas, como as das crianças pequeninas. Também se chamam mãos sapudas.

E as bruxas, magias e superstições?

Há sempre um SAPO por lá, com verrugas, pele com peçonha e visco, unguentos feitos de gordura de sapo... 

Ainda me lembro da Madame Min a preparar um encantamento para atrair um dos Metralhas: colocava no caldeirão unhas de gato preto e vesgo, asas de morcego, pele e baba de sapo... um horror!

Não acabava este texto pois são tantas referências ao SAPO.

Fico-me por aqui!

Vou acabar, fazendo a referência final à ligação do SAPO com a indústria automóvel: o Citroën DS, um carro mítico, a Deusa das viaturas (DS é a onomatopeia de Déesse = Deusa em francês). Aqui é Portugal era conhecido por BOCA DE SAPO.

Não é um amor de SAPO? Eu tenho um!

(DO AUTOR - O CITROËN DS - O BOCA DE SAPO)

2 comentários:

Anahertz Magalhaes disse...

Como um bom contador de histórias vai nos levando e enlevando com sua imaginação!
Adorei.

Laços e Rendas de Nós disse...


Também tivemos um, em Angola. Uma suspensão única. O nosso já com faróis direcionais era preto com a capota branca.
Muito gostava de voltar a andar num. :)

Beijinho