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quinta-feira, 5 de agosto de 2010

DA VARANDA

... e arranjou uma daquelas cadeiras que quase se deitam, e deixou-se ficar.

Tinha levado consigo os jornais, um livro e o MP 4, com a esperança de passar uma manhã tranquila, com boa leitura, boa música, a deixar-se espreguiçar no dia que se adivinhava quente.

A piscina, logo ali em baixo, limpa de um azul transparente, com uma boa temperatura de água, uma sombra de medronheiro a garantir a protecção do sol, proporcionava-lhe um arrefecer de corpo sempre que o calor apertasse.

Os cães, aquietados pelo calor de Agosto, faziam-lhe companhia, eram-lhe fiéis e gostavam da sua presença.

As horas foram passando, lentas, porque não havia pressa para nada. Não tinha planos para o dia. Nem fazia tenção de sair. Já fora beber a bica, já comprara os jornais e a revista dos clássicos.

O calor não lhe dava fome. Sede sim! Mas tinha-se prevenido com uma garrafa de água do Luso.

Precisava daquele tempo. Precisava de pensar na vida. Precisava de tomar decisões ou, pelo menos, pensar o que decidir. 

De vez em quando um pássaro de voz roufenha saltava de ramo em ramo e, ao longe, escutava o bater ritmado de um pica-pau. 

Pouco mais. 

O silêncio emoldurava o ambiente. O cenário ideal para a procura de paz, de descanso e de tranquilidade.

Uma forma de carregar baterias e as suas estavam mesmo por baixo...

2 comentários:

Anónimo disse...

EXATAMENTE O QUE EU PRECISO!!!!!!!!!!!!!!!

embarco hje para Bahia, depois de uns dias para o Ceará. Sair de fárias dá trabalho qd vc tem organizar a vida doméstica e a vida profissional antes de ir, especialmente se tem que organizar sem ajuda de ninguém, mas finalmente hoje está tudo resolvido , estou exausta, mas vai valer a pena ter 10 dias de absoluto ócio!

Maria Helena Cruz disse...

Só falta deixar-se levar pelo sonho.