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sexta-feira, 7 de maio de 2010

THALLYS

Acabei os trabalhos, saí do Hotel e rumei, de novo, à gare du Midi. Desta vez não a Brugge, Ghent ou Anvers, mas sim a Paris, no Thalys, o TGV que une as duas cidades.

A distância curta não justifica o avião, que aliás, nem existe. É simples, rápido, relativamente caro (138 €, em Comfort 1), mas não  há check-ins duas horas antes, nem 1h de transporte até ao aeroporto, nem o mesmo na chegada. Apanha-se o comboio no centro da cidade sai-se no centro de Paris, na Gare du Nord, e está-se no Hotel em menos de um tempo. E a viagem é feita à velocidade louca de 300 Km/hora. Foi preciso marcar lugar com dois dias de antecedência: à sexta-feira há centenas de pessoas que preparam o fim-de-semana em Paris.

As Folies, Crazy Horse, Cages aux Folles,  Maxim's e uma série de espectáculos mais eruditos, desde a Ópera às exposições que decorrem em dezenas de lugares e museus, fazem movimentar milhares de "fim-de-semanistas" na direcção de Paris. A cidade está cheia e, nesta noite de sexta-feira, não encontro um local agradável para jantar. Vou tentar o Vagenende em Saint -Germain-des-près, um dos locais bons das minhas memórias de 76, 77 e 81.

Também penso ir, amanhã, ao Museu d'Orsay ver uma exposição de pintura de Jacob Meijer de Haan, le maître caché, um pintor holandês que veio para Paris no final de 1888 e que conviveu com van Gogh, Pissaro e Gauguin.


Aproxima-se um fim-de-semana de sossego, de passeio pelos Jardins de Luxemburgo, uma romagem à Cité U e à Maison André de Gouveia, à Place de l'Italie, de pôr sonos em dia, de acabar a leitura de "A República dos Bugres" de Ruy Tapioca, porque segunda-feira o trabalho volta a apertar.

Até lá, Paris, espera por mim!

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