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terça-feira, 18 de maio de 2010

A ESPLANADA

Agora que o tempo averanou, que o Sol começa a despir-se sem vergonhas, que o vento deixou de assobiar forte e se transformou em brisa suave, que as sombras frias de inverno se transformaram no nosso protector solar sabe bem passar um tempo numa esplanada.
De preferência junto ao mar, ou ao rio largo e majestoso que banha esta Lisboa linda e a Costa do Estoril.
A vista alarga-se para além das quatro paredes dum gabinete, ou das vidraças de um espaço comercial e o olhar alcança outra dimensão porque perdeu os seus limites, o respirar ganha outra vida, as narinas enchem-se de cheiros bons a mar e a sal, as ondas, ao desfazerem-se na areia molhada, deixam sons tranquilos e apelantes, a água fresca acabada de deitar no copo imagina sabores exóticos.
Gosto da esplanada da Praia da Torre, uma praia sossegada donde se avista quase o infinito, mas também a Ponte, o areal imenso da Costa sul e se vê a entrada majestosa de Lisboa.
Sentado a uma mesa medito, penso no futuro, revejo-me no passado e agradeço às Tágides o terem-me transportado até ali. 
A tarde, deixo-a escorrer devagar, à medida dos pensares.
Quando for a hora de quebrar o encanto e de voltar à rotina irei mais leve, mais solto e apaziguado.

Paz, uma palavra tão pequena e tão tranquila!

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