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domingo, 23 de maio de 2010

O GPS

Leva-nos a qualquer lado.
É só digitar o local para onde queremos ir, uns segundos para o aparelho pensar e logo aparece a voz feminina a dizer-nos quando virar para a direita, seguir em frente ou virar à esquerda. 
E no écran está lá tudo, desde a representação gráfica do trajecto, em três dimensões, o tempo e a distância que falta percorrer, a hora previsível de chegada e até a altitude a que estamos. Depois ainda tem mais coisas: indica as bombas de combustível, as oficinas, os museus, hotéis, restaurantes e mais uma série de quase tudo o que interessa a quem viaja.

Uso-o muito, principalmente porque viajo bastante sozinho e, deste modo, não perco tempo a ver nos mapas o melhor trajecto, nem a perguntar a um transeunte onde fica a rua tal...

Coisa quase impensável há uns anos atrás.

Acho que vou oferecer um ao governo.

Mas vou pedir ao programador para introduzir algumas modificações: 
- indicar apenas os caminhos de verdade e honestidade,
- mandar apenas virar no bom sentido, 
- escolher as melhores soluções de poupança,
- indicar uma drástica redução de ordenados e subsídios dos políticos e governantes, das despesas dos ministérios, dos subsídios escusados a uma série de parasitas que nada fazem,
 - impedir a realização de obras faraónicas que aumentam o endividamento e não são fundamentais para o nosso pequeno país (trezentos à hora do Poceirão a Badajoz, com paragem em Évora. E como se vai até ao Poceirão?), 
- canalizarem parte dos lucros astronómicos que os bancos fazem gala em anunciar para ajudarem a minorar a dívida, 
- não sacrificar ainda mais os trabalhadores e a classe média com aumento de impostos.
Enfim, uma série de instruções obrigatórias e definitivas, sem desnortes. 

Oxalá o sócrates tenha a humildade de aceitar, mas acho que não: a soberba e a cegueira do homenzinho não vão deixar.

É pena!


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