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quarta-feira, 17 de novembro de 2010

VIOLENTADO

Não mandei matar ninguém. Não provoquei guerras. Não fabrico nem vendo armas. Não decido de enviar tropas para lado nenhum. Não tenho fábricas de armamento, de aviões de guerra, de submarinos, "destroyers" ou porta-aviões.

Não tenho bancos, nem "off-shores", não sou político, governante ou presidente de nada, muito menos deputado, sub-secretário, secretário de estado, ministro ou primeiro ministro, nem presidente da república.

Não enriqueci do nada, não sou vice-presidente ou presidente de instituições financeiras, nem de bancos, nem de empresas de construção, nem sequer sucateiro.

Não apareço nas televisões a ditar discursos, a mentir das verdades, a enganar, a mandar, a roubar aos pobres para dar aos ricos...

Não sou nada disso, mesmo nada, absolutamente nada.

Trabalho honesto, pago imensos impostos, não devo nada a ninguém.

Então porque é que me vêm revistar a mim, espiolhar o meu carro, ver o forro do meu casaco, ameaçar-me com armas sofisticadas, agredir-me verbalmente por discordar do que me estão a fazer?

Alguém vai ver ou revistar os verdadeiros culpados? Lançar-lhes suspeitas? Ameaçá-los com armas quase letais?

Não, de modo nenhum... estendem-lhe passadeiras vermelhas, fazem continência, adulam, batem palmas, sorriem...

Quase a mesma coisa que fazem aos vigaristas, aos ladrões, aos corruptos, aos ricos da nova geração...

Pelo menos cá, em Portugal, é assim.


2 comentários:

Anónimo disse...

Acho que está na altura de as pessoas de bem começarem a tomar atitudes cívicas de protesto, de negação a esta política, a esta forma de neo-capitalismo que nos sufoca, a esta luta desenfreada pelo dinheiro, pelo poder.
A vida pode ser mais simples, mais racional, mais feita de boas emoções, de viveres, de sentires, de paz, de saber dar as mãos...
Utopia? Talvez, mas esperança, também!

isabel mendes ferreira disse...

referindo-me ao comentário anónimo....sim a utopia é em si mesma a esperança.

nomeável enquanto isso. apenas. que pode ser já motor.


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e A.M.

os ricos da nova geração são os pobres do futuro. da alma.
:)
beijo.


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