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sexta-feira, 26 de novembro de 2010

ASAS DE UM VOO

Decidira partir... voar longe... ir até onde a noite fosse feita de sonhos... onde o dormir não fosse  insónia de angústias... onde o acordar lhe trouxesse luz de paz... onde o sorriso não fosse o esconder mágoas... onde o trabalho trouxesse  compensações... onde o viver fosse feito de companhia... onde os abraços fossem mantos de ternura... onde as mãos dadas fossem o entrelaçar da cumplicidade... onde os beijos soubessem ao desejo... onde o amor fosse a realidade!


Depois de um breve pouso, de um sentir o mundo amargo,  decidiu-se seguir o rumo, resolveu, de novo, partir...

Voar longe... longe... lá... onde a noite é um adormecer tranquilo... onde o acordar é feito de luz... onde o sorriso é de verdade... onde o trabalho compensa... onde a companhia é vida... onde a ternura é um abraço... onde a cumplicidade dá as mãos... onde o desejo vem num beijo... onde os sonhos são realidade...  onde a realidade é feita de amor...

Voou... voou... longe voou... voou... até que, finalmente, pousou!



(Praia de Moledo do Minho, Março de 2007)

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