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terça-feira, 20 de dezembro de 2011

FICOU CALADO

Ouviu-a silenciosamente do outro lado do telefone enquanto ela descarregava lamentos irritados.

Ouviu-a e não disse nada.

Não sabia, nem interessava, de quem eram as razões, se razões houvesse, mas sabia que, ao ficar calado, ao não retorquir, não ia macular nem acabar com os afectos, a ligação, a cumplicidade e a amizade entre os dois.

Sabia que, muitas vezes, mais vale calar que falar! 

Por isso se calou. Só por isso...

5 comentários:

Anónimo disse...

Gostei tanto do texto que não pude me calar! Sucinto e incisivo!
Beijinhos,
Lola.

Maria Paz disse...

Ficar calado é difícil, quando o sangue é nosso e os problemas grandes, mas certamente a melhor opção. BOAS FESTAS

Carlota Pires Dacosta disse...

Nestes casos, o silêncio é ouro, eheheh.
Beijo

Anónimo disse...

Eu,não gosto do "barulho"do silêncio,mas respeito...!
Beijo

Anónimo disse...

Eu odeio a indiferença do silêncio. Gosto de conversas-conversadas, entre amigos que se compreendem!

Beijos
Berta