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segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

SEGUNDA-FEIRA

Parece uma segunda-feira de férias ou de feriado.

As ruas quase vazias, com poucos carros e um pouco mais de peões, os transportes públicos sem gente e muitas lojas fechadas ou a abrirem mais tarde, a evidenciarem pouco movimento comercial. Foi como se as pessoas tivessem fugido ou abandonado a cidade ou, pura e simplesmente, se tivessem deixado ficar no remanso ou na ressaca de um fim-de-semana de festas.

Mas, se as ruas estavam quase sem gente, os caixotes do lixo estavam cheios de papel, colorido, rasgado com a pressa de quem queria ver o conteúdo da embalagem, de fitas vermelhas e douradas algumas com os laços ainda armados, de caixas de brinquedos esventradas, de caixotes de vinho e de champanhe vazios, de montanhas de papel de embrulho amarfanhado e amontoado ao redor dos caixotes de tampa azul à espera dos homens do lixo, a lembrar um fim da festa.

Foi mais um Natal que passou, desta vez um Natal mais triste que os outros, um Natal pouco celebrado, um Natal apreensivo, um Natal a olhar o amanhã que se avizinha duro, complicado e difícil.

O que vale é que para o próximo fim de semana, embora já não sendo Natal, volta a haver festa, de novo!



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