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quarta-feira, 1 de setembro de 2010

SEM TÍTULO


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Andava cansada, a semana tinha sido exaustiva, de muito trabalho, de muita responsabilidade, um trabalho quase de escrava, apesar de todas as decisões passarem por ela, com as obrigações das horas, das tarefas, do preparar, do deixar tudo em ordem.

Não sabia para que lado se voltar, não tinha  a quem pedir ajuda. Ninguém estava disponível, ninguém a sabia ajudar ou a podia substituir. Sentia-se quase imprescindível no seu lugar de administração, embora soubesse que não era assim.

Naquele dia tinha chegado ao extremo  das suas forças e das suas capacidades. Apeteceu-lhe mandar tudo às urtigas. Se morresse ou adoecesse haviam de a substituir por alguém.

Se assim pensou, melhor o fez e decidiu parar. Interromper o que estava a fazer. Dar uma folga.

Pegou em si e foi. Partiu sem dizer adeus, sem se despedir, sem olhar para trás.

Para onde ia? Por quanto tempo? Nem ela sabia!

Apenas sei que foi...

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