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domingo, 26 de setembro de 2010

BOLO FINTO

Chegou tarde a casa nesse dia, cansado, morto do trabalho. 

Descalçou-se da vida e daquele dia esgotante, estirou-se no sofá, e deixou-se ficar, a esquecer o trabalho, a recuperar do esforço.

Tinha fome, o dia não lhe tinha dado tempo para uma refeição decente e, também, não se sentia com coragem e ânimo para comer de faca e garfo.

Cortou duas fatias magras do bolo finto, ligou a torradeira, ao mesmo tempo que aquecia a água para um chá tranquilo. Deixou que a manteiga escorregasse naquelas fatias quentes que depois lambuzou com doce de groselha, preparou o chá e saboreou aquele cear tardio, muito tardio, ao mesmo tempo que escutava o CD de um Nocturno de Chopin...

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