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quinta-feira, 16 de setembro de 2010

DESAJEITADA

Nunca fazia nada direito.

Não tinha jeito para arrumações, as torneiras ficavam sempre a pingar, esquecia-se de abrir a água quando ligava a máquina da roupa, a cama era sempre feita à pressa com os lençóis amarrotados, quando punha a roupa a secar no estendal a mola ficava mal presa e a roupa ia toda ao chão.

Tinha uma virtude, cozinhava bem. Mas nunca punha os temperos na medida certa, variavam conforme o humor... quando andava mais chateada carregava no sal, nos dias mais alegres adoçava a comida e, se andava mais ansiosa e com mais desejos, era certo e sabido que, nesse dia, o jantar era bastante apimentado.

Ele gostava dela assim... até ao dia em que ela baralhou os humores e  resolveu trocar os amores.

Até nisso foi desajeitada!

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