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sexta-feira, 23 de julho de 2010

A 200

Não há dúvida que a vida é tudo menos monótona!

Ei-lo chegado de Cádiz, do El Puerto de Santa Maria, onde esteve uns dias em pleno repouso: San Lúcar de Barrameda, Rota, Chipiona, Puerto Sherry, tudo com praias de águas límpidas, quentes de 25ºC, com bons bares, excelentes restaurantes e comida saborosa.

O panamá, os óculos escuros, o ar bronzeado, o pequeno almoço tomado na esplanada do Miramar.

A viagem, com vento de frente, a obrigar a bordos compridos, a bolinas cerradas, a tensões imensas, a abanares de estruturas náuticas, a velas bem rizadas, mas, no meio destas emoções, a velocidade quase máxima de 4,5 nós. Um percurso de umas 60 ou 70 milhas em quinze horas de intensidade vibrante, com suor de esforço, mas também, de muita satisfação.  O prazer de andar no mar, de velejar, de sair da rotina, de alterar a monotonia.

Depois o regresso a casa, confortavelmente instalado no banco de trás dum BêÈme, a 200, a demorar, quase para a mesma distância, menos de duas horas.

E não tem nada a ver com tecnologia, tem a ver com modos de estar.

A pressa de chegar a 200, porque se chega rápido, porque cedo se está em casa.

Mas é muito melhor desfrutar os 4,5 nós, a olhar a imensidão do mar, do mar que atrai, do mar que dá  vida e dá morte, que agora é pacífico e daqui a nada é revolto, deste mar azul, deste mar de Sophia...

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