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domingo, 14 de março de 2010

O SORRISO


Brevemente vou, de novo, a caminho de Itália, outra vez a Florença, com passagem por Paris a cidade onde vivi e fiz parte da minha formação médica.
Duas cidades que têm de comum algo que se passa com esta pequeníssima história que escrevi há uns tempos. É que vem a propósito:

O silêncio que reinava naquele lugar, um amplo atelier em Florença, foi, subitamente, interrompido por uma voz feminina, jovial e entusiasmada. Parecia que estava a contar uma história ou alguma inconfidência. À medida que a narração se desenrolava, entusiasmando atentos ouvintes, ia despertando, de quando em vez, “Ahs” de admiração, cochichos, sorrisos ou gargalhadas bem sonoras que enchiam o espaço daquele atelier.
A discreta Gioconda, que posava para Leonardo, esboçou um sorriso leve, subtil, quase enigmático... Da Vinci apercebeu-se daquele quase sorrir e fixou o instantâneo, não com a máquina fotográfica que, até àquele momento não tinha ainda inventado, mas na tela, com o pincel... Nem sei se também inventou a máquina fotográfica!

O que sei é que o Museu do Louvre, em Paris, ficou com o retrato da Mona Lisa, com os direitos de autor e tem, também, as fotografias do enigmático sorriso à venda.

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