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segunda-feira, 1 de março de 2010

E SE EU TIVESSE NASCIDO A 29 DE FEVEREIRO?

Como ia comemorar o meu aniversário? Na fracção de segundo ou no ínfimo instante que separa o 28 de Fevereiro do 1 de Março? Ou, só cada 4 anos, na ocasião em que os anos são bissextos? Fiquei cheio de dúvidas em como o iria fazer. E pus-me, por isso, a pensar. E acho que não o faria, nem de uma maneira, nem de outra, acho que iria passar a festejar o meu aniversário cada dia; claro que não teria esse nome e passaria a chamar-lhe diaversário e pronto! Ficava resolvido o problema.
Agora, tanto poderia ter nascido a 29 de Fevereiro, como a 1 de Agosto, ou a 28 de Outubro... qualquer dia dá! Para os amigos tem a vantagem de não ter que se comprar, de cada vez, a prenda dos anos... só a prenda dos dias e que seria proporcional à comemoração: um abraço, um beijo, um olá, um aroma de perfume "Pleasures", um grão de café "Delta platina", ou outra coisa qualquer... E, também, sem ter a obrigação de dar os parabéns diariamente.
E quando se recebe um telefonema, mesmo que não seja dos amigos a dar os parabéns, mesmo que seja daquelas chamadas chatas que nos costumam estragar o dia, sempre há a oportunidade de começar por agradecer com um "muito obrigado", ou um "agradeço muito a atenção por se ter lembrado do meu diaversário". Todos sabemos como um agradecimento pode mudar tanta coisa na vida...
Então, porque não comemorar diariamente o diaversário?
É que uma visita feita às necrópoles de Herculano e Pompeia, no sopé do Vesúvio, despertou-me, ainda mais, para os valores da vida em oposição à morte. É preferível, mil vezes mais, renascer cada dia, sorrir para a vida e andar em frente, do que ir morrendo ou fenecendo, quotidianamente, numa apoptose inglória e fatalista.
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