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quarta-feira, 23 de novembro de 2011

ENCANTOS

Encanto-me quando a cidade acorda com luz, com o sol a dourar as folhas no chão dos jardins e dos passeios.

Encanto-me quando vejo os pardais a esvoaçarem, por aí, soltos e a chilrearem de contentes.

Encanto-me quando olho as flores do jardim da praça por onde passo, cheias de cor e de viço, a contrariar o outono invernoso da véspera.

Encanto-me quando vejo as pessoas de sorriso nos lábios, a cumprimentarem-se na rua.

Encanto-me quando quase tropeço nas crianças da minha vizinhança, felizes e contentes, a correrem ao agarra, a jogarem à macaca, ali, no jardim, sob o olhar enternecido dos pais ou dos avós.

Encanto-me, mas nem sempre, não assim tantas as vezes... 

É que a maior parte do tempo, quando olho e quando passo, vejo e sinto, não encantos, mas desencantos... 



1 comentário:

Carlota Pires Dacosta disse...

Por vezes os desencantos também têm o seu encanto.

Beijo