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terça-feira, 15 de novembro de 2011

O DISCO

Hoje foi-se tudo abaixo.

No meio do trabalho a máquina falhou, o écran apagou, o disco parou e não abriu mais, nem com o desenrascante "ctrl alt delet", nem desligando e ligando de novo. Nada! Foi-se abaixo o trabalho, o computador, o disco...

Tipo doença mortal, daquelas viroses que  não há memória, que nem as vacinas, os antivírus e as manobras de reanimação conseguem voltar a fazer girar o disco.

Um desastre!

Chamou-se o técnico, chegou, sentou-se diante, abriu, desmontou, abanou, pôs-se a escutar junto do ouvido, mas nada: nem um solavanco, nem um tique, nem um tac, apenas um definitivo chelique.

Não havia outro remédio, só levando para tentar reparar e recuperar os ficheiros onde se estava a trabalhar.

E ficou-se à espera do telefonema da verdade, num desespero. Tanto trabalho e, num segundo, "catrapum", tudo ao ar, tudo perdido.

Unhas roídas, ansiedades, recriminações, constrições do tipo "se eu tivesse feito assim...", mas não valia a pena, pois só restava esperar.

E finalmente a resposta veio, boa, recuperou-se o importante, o resto perdido, mas que importa!

E a vida continuou, o mundo não parou, o dia seguiu, o trabalho fez-se e o drama acabou.

Nem sempre as histórias do dia têm, assim, um final feliz!


3 comentários:

Anónimo disse...

Nem sempre as histórias têm um final feliz, é verdade. Mas nem todas as histórias devem tornar-se narrativas principais na vida das pessoas, não acha?~
Beijinhos
Berta

Anónimo disse...

As histórias da vida, as de verdade, raramente têm um final feliz. Infelizmente...

Beijinhos
Berta

Carlota Pires Dacosta disse...

Todas as histórias têm o final que lhe queiramos dar.
Se ficasse chateado com o que perdeu, era um final triste; se por outro lado até não ligava ao que perdeu, tem um final alegre.
Mas de facto o pc hibernar numa altura crucial é mesmo de "Hysteria" eeheheh

Beijo