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quinta-feira, 24 de novembro de 2011

O TRABALHO

Saíra cedo de casa! A manhã estava fria mas o dia prometia sol e, por isso, arriscou em não levar o chapéu de chuva e a gabardina que tanto jeito lhe tinham feito na véspera.

Ia quase sempre a pé para o trabalho, e só tomava o transporte público se o dia o não permitia.

Era a maneira de se manter em forma, de combater a diabetes que, por herança familiar, lhe poderia bater à porta, um destes dias, se não fizesse uma boa prevenção.

Cuidado com a boca, exercício físico regular e nada de ociosidade! Fora o conselho do seu médico de família. E ele tentava cumprir, sempre que podia, o aconselhado.

A manhã estava mais fria que o habitual mas era assim, nesta altura do ano, quando não chovia e o céu estava liberto de nuvens; como se estas servissem de cobertor à noite e não deixassem que a temperatura baixasse tanto.

Mas o dia prometia sol, prometia cor e, por isso, soube-lhe bem sentir aquele frio na cara provocado pelo seu caminhar apressado.

Pegou o jornal gratuito que o ardina distribuía junto aos semáforos, no cruzamento das avenidas, entrou no café da dona Lena para a bica habitual, deu uma vista de olhos pelas notícias mais gordas, fixou a sua atenção na história da criança que precisa de um transplante de medula e na do casal de idosos assaltado em plena rua por dois adolescentes, e lá seguiu rumo ao seu trabalho.

A mais um dia de trabalho!



3 comentários:

Carlota Pires Dacosta disse...

Sabe tão bem sentir a aragem gélida da manhã, num dia de sol, e nos de chuva também.
Beijo

Anónimo disse...

Adoro sentir o frio gelado de uma manhã de inverno!

Beijinhos
Berta

Anónimo disse...

Trabalhou no dia da greve.

Fez bem. Eu também fiz o mesmo.