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terça-feira, 1 de novembro de 2011

BRUXAS E SANTOS

É curiosa esta conjugação das bruxas e dos santos: o Halloween e o Dia de Todos os Santos. Um a seguir ao outro, com a noite a dar a continuidade do profano ao sagrado.

À noite as bruxas, as vestes negras, a cor do sangue, o ruído das assombrações, os gritos dos mortos, a abóbora oca e, pela manhã, a celebração dos Mártires, o louvor a Todos os Santos, a missa, a consagração na Eucaristia, a recordação dos mortos, a visita aos cemitérios, as flores e as suas cores...

É a aproximação da festa pagã à festa religiosa, o menos e o mais, o mal e o bem, o Yin e o Yang, a tragédia e a comédia, a guerra e a paz que, juntos,  levam a esta dualidade constante da humanidade, como se fora uma corda bamba, que vai assegurando o equilíbrio da nossa existência.


1 comentário:

Anónimo disse...

Não sei se o equilíbrio, se o desequilíbrio. São os contrasensos de uma sociedade à procura de um rumo.
Beijinhos
Berta