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terça-feira, 27 de setembro de 2011

INVASÃO

O fim de tarde, ainda quente, convidava a um pequeno passeio à beira-rio onde, uma leve brisa atenuava a brasa que sentia no corpo e na cara.

As águas, naquele sítio do rio - quase um mar - por efeito da maré vazia, tinham descido o bastante para deixarem ver uma imensa extensão de areia e lodo que dava a ilusão de chegar até à outra margem!

No regresso do passeio, faltavam umas duas centenas de metros para que chegasse ao carro, já com o lusco-fusco a escurecer a margem, foi assaltado por uma nuvem densa de pequenos mosquitos vorazes, sedentos de sangue, de "bicos" afiados e de mira feita para acertar no alvo  do seu corpo.

De um momento para outro, a delícia do seu passeio transformou-se num pesadelo de picadas, de esbracejares, de zumbidos ferozes, de palmadas no ar, de um correr desenfreado...

Quando chegou a casa, ainda mal refeito daquele inesperado assalto, os braços já tinham pápulas vermelhas, o olho direito começava a inchar, as pernas estavam quase trambolhos de tão inchadas.

Parecia que tinha sido sofrido um assalto de tropas de elite de algum exército de pigmeus!

Agora só lhe resta, amanhã,  ter que ir para o trabalho de óculos escuros a tentar esconder aquele olho inchado e vermelho...

1 comentário:

Anónimo disse...

Eu ficaria na mesma, ou pior..., se fosse assim atacada por esses bicharocos horríveis!!

Beijos
Berta