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sábado, 3 de setembro de 2011

ACORDAR

O acordar, hoje, fora diferente, com o sol a entrar-lhe pelo quarto, com força, e a despertá-lo de um sonho ruidoso e complicado. 

Suado, e manifestando uma certa ansiedade provocada pelo sonho e pelo despertar, foi tomar um duche retemperador. 

Ensaboou-se demoradamente deixando-se ficar naquele correr de água sobre o corpo durante um tempo longo e, quando terminou, enrolou-se na toalha de banho e sentou-se na borda da banheira até se sentir seco.

Resolveu não fazer a barba.

Vestiu uma roupa leve, tomou o pequeno almoço na varanda: uma torrada de pão integral com manteiga e doce de abóbora, um sumo de frutos vermelhos e um café sem açúcar, mas mexido com um pau de canela.

Foi ver os cães, colheu duas pêras já maduras da árvore junto ao tanque da mina e foi sentar-se na cadeira de encosto debaixo da figueira velha.

A temperatura amena, o sol filtrado pelas folhas largas da figueira, o cheiro adocicado dos frutos da árvore e os sons tranquilos daquele lugar convidaram-no a fechar os olhos, deixando-o adormecer tranquilo, desta vez sem sonhos, sem ruídos, sem complicações e sem ansiedade.

Acordou passava do meio dia, como se fora o despertar de uma noite que acabou de acontecer...

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