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quarta-feira, 15 de junho de 2011

ECLIPSE

Andava meio adoentado, muito cansado, cheio de muito trabalho e a dormir pouco.

E, quando chegava o fim do dia o cansaço tomava conta dele  tornando-o mole, apático e sonolento.

Ele tentava insistir, tentava lutar contra esse cansaço mas, cada dia, era pior. 

Até que, naquela noite, na noite do eclipse lunar, se foi sentar no terraço para ver a lua a desaparecer e, depois, esperar e voltar a olhar para ela a descobrir-se, a mostrar-se a rainha da noite, no seu esplendor de lua cheia.

Venceu o cansaço! Na noite quente, na cadeira confortável, na posição de meio deitado, era ouro sobre azul! Em menos de dois minutos, fez um auto-eclipse nos seus olhos e adormeceu profundamente até acordar com a sensação de frio a invadir-lhe o corpo.

O eclipse já tinha passado, a lua, magnífica no seu luar cheio, sorriu-lhe de cumplicidade e ele agradeceu.

Não viu o eclipse mas perdeu muito do seu cansaço.

Aquele banho de lua escondida recuperou-o e deu-lhe alento.

Foi deitar-se a cantar o "Tintarella di luna"...

Tintarella di luna,
tinterella cor di latte,
tutta notte sopra il tetto,
sopra al tetto come i gati...


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