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terça-feira, 12 de abril de 2011

ESTÁTICO

Colocou a câmara no parapeito do muro, deu-lhe uma boa pose, o diafragma em meia abertura, para que a luz do fim de tarde ainda lhe desse muita cor, alongou até onde pode a profundidade do campo de visão, e disparou. Quase um longo segundo, quase uma eternidade em termos de disparo.

Mas saiu a fotografia que queria. As cores da Tuscânia, os telhados, a cúpula lá ao longe...  e a ponte, com aqueles longos arcos abatidos, de enorme elegância, a espelharem-se nas águas tão lisas e tranquilas do Arno...

Aqui, uma Florença sem estátuas, sem praças monumentais, quase sem gente, quase em silêncio.

Mas uma Florença que também sabe estar a sós, com o seu rio, as suas margens e as suas pontes...

(Florença - 2010)

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