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sábado, 22 de janeiro de 2011

PREVISÕES

Agora não se pode falar de Presidenciais, de sondagens, de candidatos. Estamos em período de reflexão.

E haverá alguma coisa para falar?

Há um candidato que se acha a pessoa mais honesta do mundo, que acha que todos vão ter que nascer duas vezes para serem mais honestos do que ele, mas que se esqueceu de dizer que conseguiu negócios de favor que nenhum outro português honesto e trabalhador consegue - pelos vistos o problema não é  o de uma questão de honestidade, mas de má memória -; há um outro, que é um bom poeta, um bom escritor e que se diz um sonhador, mas é um político que pertence a um partido que nos levou à miséria, que votou todas as decisões que agora nos comprometeram e nos vão manter, durante anos,  agrilhoados e  que também é apoiado por grupos de esquerda que nada têm a ver com a realidade deste país; mais um outro candidato que podia ser um outro qualquer escolhido pelo PCP, com o  mesmo discurso de pacotilha de comunistas ortodoxos - ainda se usa? -; mais um outro que diz não ser alinhado em partidos, que luta por causas humanitárias, e que se devia preocupar em ir roubar o pedaço de pão ao bico da galinha para dar ao miúdo faminto que encontrou em África; outro, ainda, que se julga senhor do feudo de Viana do Castelo, que acabou por lá com uma das tradições mais profundas do povo português, as touradas, sem se preocupar em perguntar democraticamente ao povo se o queria ou não, e  também é deputado do partido dos socialistas, que votou as mesmas leis que o poeta, lá detrás, também votou; finalmente, o Coelho, saído de uma cartola madeirense e que funestamente se transporta num carro funerário, quando o  devia fazer numa ambulância do INEM, porque, este povo, apesar de estar quase moribundo, ainda não morreu.

Por isso, a votação se torna difícil, hesitante e complexa, tal a categoria dos apresentantes. Quase apetecia dizer: venha o diabo e escolha! Mas o problema é que nós já estamos a viver um inferno de vida, já não precisamos do mafarrico!

Mas há sempre uma forma, uma solução, que é a de não nos reconhecermos em qualquer um destes candidatos...  e, por isso há sempre um recurso, o recurso ao voto em branco.

De qualquer modo não são precisas muitas previsões ou sondagens: sabe-se  quem vai ganhar, ou nos vai fazer perder... é a ABSTENÇÃO  que, não sendo um voto em branco, mostra  ser mais um sinal de apatia, de desinteresse ou do não se acreditar mais nesta forma de democracia.

Amanhã veremos...

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