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quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

O ELÉCTRICO 28

Parte do Martim Moniz, sobe a Almirante Reis, vai a Sapadores, passa pela Graça, rodeia o Castelo por São Tomé, encosta-se à Sé, deixa vislumbrar o Tejo perto do miradouro de Santa Luzia, desce até à rua da Conceição, atravessa a Baixa e as ruas da Prata, Augusta e do Ouro e começa subir para o Chiado pelo Largo das Belas das Artes. No Chiado cumprimenta os dois maiores poetas, o Pessoa e Camões, entra no Calhariz e vai pela calçada do Combro, até chegar a São Bento, passa mesmo ao lado da Assembleia da República quando começa a subir a calçada da Estrela, até chegar ao largo da Estrela onde tem, à direita, o Jardim e, à esquerda, a Basílica, depois sobe a Campo de Ourique e termina a viagem no Largo dos Prazeres, à porta do Cemitério com o mesmo nome.

Aí, sai e, se quiser fazer a viagem em sentido inverso, é só colocar-se na fila e pedir o bilhete de volta, para o Martim Moniz!



No seu percurso passa perto de dezassete igrejas, nove museus e casas de cultura, passa pela Feira da Ladra, por três cafés marcantes da cidade (o Martinho da Arcada, a Brasileira do Chiado e a pastelaria Bénard), quase se cruza com o Elevador de Santa Justa e com o Elevador da Bica. O Teatro Nacional de São Carlos, a Ópera de Lisboa, também fica no seu trajecto.

Mais do que um meio de transporte, o 28, é um ícone vivo e em movimento desta cidade de Lisboa, é uma atracção turística mas, sobretudo, uma forma de  cultura em movimento, sobre carris, e é ecológica.

1 comentário:

Anónimo disse...

É ecológico, pena que tenham sido extintas as outras carreiras.

Alice Catarino