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domingo, 25 de março de 2012

RODOVALHO OU PREGADO?

São ambos peixes chatos, não porque aborrecem os outros, ou são chatos de pescar, mas porque são achatados na forma, como um disco que se adapta ao fundo do mar.

Pertencem, ambos, à Classe dos peixes ósseos, à mesma Família dos Scophtalmidae, e diferem no Género e Espécie: Psetta maxima no caso do pregado e Scophtalmus rhombus, no caso do rodovalho. Há quem considere que o Género é o mesmo - Scophtalmus - mas as espécies são, mesmo, diferentes.

Tal como acontece com os restantes peixes chatos, como o linguado ou a solha, as larvas destes peixes são iguais à dos outros e vivem durante 6 meses no meio da água, até sofrerem uma metamorfose. Depois deixam de viver no meio da água corrente e começam a viver nos fundos e, para isso, o olho direito passa para o lado esquerdo, a boca migra também para o lado esquerdo e o corpo sofre uma compressão lateral acentuada até ficar plano. Estas modificações resultam numa extraordinária adaptação à vida de fundo, onde vivem junto à costa, semi-enterrados, com o lado esquerdo virado para cima, seja em fundos de areia ou rochosos, e desenvolvem, também, neste processo de metamorfose, a capacidade de camuflagem por mimetismo, ficando fora do alcance dos predadores.

O que distingue um do outro é o tamanho: o pregado é mais pequeno (51 - 100 cm), ao passo que o rodovalho anda pelos 100 a 200 cm.

(O Pregado)
O pregado é mais saboroso que o rodovalho porque vive junto à costa, na rebentação, em águas mais oxigenadas e revoltosas, donde resulta uma carne mais firme e com sabor.

Hoje não sei se comi pregado ou rodovalho, mas o que comi era bom, bem grelhado e muito saboroso. Pelo tamanho e pelo sabor devia ser, quase de certeza, um pregado que me deixou pregado à mesa, de papilas gustativas bem despertas e a salivar de prazer.


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1 comentário:

Anónimo disse...

O último pregado que comi, em Alcochete, deixou-me saudades...

Beijos
Berta