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terça-feira, 17 de abril de 2012

A TABERNA

Era já um ritual! À mesma hora, mais minuto, menos minuto lá se encontravam, sempre os mesmos, os mesmos amigos de há muitos anos, do tempo da escola, do futebol com a bola de trapos, camaradas de tropa, a viverem na mesma terra, a terra que os viu crescer e a serem homens, na mesma terra em que todos trabalham...

(A Taberna)
Mas, depois do trabalho, ao fim do dia e antes do jantar, é sagrado o encontro na taberna onde, entre um e outro copo de tinto, vão trocando conversas, falando do campo, da falta de pasto para os animais, maldizendo do tempo, barafustando contra o vento, praguejando contra as medidas do governo que lhes leva tudo e que nada dá em troca... E também discutem a bola, o penalti falhado, o golaço do Cristiano, as opções do Jesus...

E só quando o sino da Igreja, que disputa o adro com a taberna, começa a badalar a meia hora é que partem com um até amanhã de volta...

 

2 comentários:

Anónimo disse...

Tantas histórias para repartir, para construir! As tabernas davam vida às terras,era o tempo onde se podia ainda conversar.
Beijos
Berta

MJ FALCÃO disse...

Belo quadro! Bem, o panorama é triste: entre o penalti e o sino...
Abraço!