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sábado, 12 de junho de 2010

AS CEREJAS

São como as palavras. Vêm umas atrás das outras.

Este ano, finalmente, a minha cerejeira expressou-se bem. Encheu-se de cachos de cerejas, escuras, cheias, reluzentes e saborosas.

Sofreu os seus anos de crescimento, mas agora, que se adultou, dá frutos melhores, quase de fazer inveja às de São Julião e às do Reia.

É a natureza sábia a saber crescer, a preparar-se para a sua vida e a vida da minha cerejeira é ir crescendo em tamanho e ramagem, para poder dar frutos mais abundantes, mais saborosos, mais apetitosos.

O mesmo não acontece, muitas vezes com as pessoas, crescem mal, deixam-se levar por ilusões, por paixões serôdias, por mitos...

Razão teve Ulisses quando pediu para o prenderem ao mastro do barco para que não fosse atrás do canto e dos encantos das sereias. Conseguiu chegar a bom porto! À sua Penélope de sempre!

Pena os Ulisses e as Ulissas  que se perdem porque não tiveram a força para se agarrarem à certeza da vida e agora, náufragos, percorrem o mar da vida agarrados a uma tábua que se vai afundando lentamente...


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5 comentários:

Maria Helena Cruz disse...

Lindo obrigado

Anónimo disse...

LEMBROU-ME UMA LINDA IMAGEM DE NERUDA: " QUIERO HACER CONTIGO LO QUE LA PRIMAVERA HACE CON LOS CEREZOS"

Anónimo disse...

LEMBROU-ME NERUDA TUAS CEREJAS: "QUIERO HACER CONTIGO LO QUE LA PRIMAVERA HACE COM LOS CEREZOS"

Globetrotter disse...

Este é o texto completo do Pablo Neruda:

Juegas todos los días con la luz del universo.
Sutil visitadora, llegas en la flor y en el agua.
Eres más que esta blanca cabecita que aprieto
como un racimo entre mis manos cada día.

A nadie te pareces desde que yo te amo.
Déjame tenderte entre guirnaldas amarillas.
Quién escribe tu nombre con letras de humo entre las estrellas del sur?
Ah déjame recordarte cómo eras entonces, cuando aún no existías.

Mis palabras llovieron sobre ti acariciándote.
Amé desde hace tiempo tu cuerpo de nácar soleado.
Hasta te creo dueña del universo.
Te traeré de las montañas flores alegres, copihues,
avellanas oscuras, y cestas silvestres de besos.
Quiero hacer contigo
lo que la primavera hace con los cerezos.

Anónimo disse...

OBRIGADA PELA POESIA COMPLETA, SEMPRE GUARDEI ESTA IMAGEM LINDA DENTRO DE MIM. CONSEGUES IMAGINAR A GENEROSIDADE DESTE AMOR?