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sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

AS ESCUTAS

Para que não fiquem dúvidas, para que o processo fique definitivamente sanado, para que não haja mais incómodos, para que a inocência do senhor "engenheiro" seja o  seu carisma, as provas das escutas telefónicas que incriminam o "nosso" primeiro ministro foram mandadas destruir pela figura número três do estado português.

Assim se aplica, por uma das figuras mais altas do estado da nação, um dos princípios fundamentais da nossa constituição: perante a lei somos todos iguais e, até prova em contrário, somos todos inocentes. 

Isto quer dizer que, se não houver prova, prevalece a inocência. "Tão" a perceber, não "tão"?

Uma verdade insofismável, apenas com uma ligeira nuance: é que há uns que são mais iguais do que outros. Uns, como o primeiro ministro, os membros do governo, os antigos membros de governos passados, os deputados e antigos deputados e mais os muitos membros dos partidos do poder e não só, esses são todos mais iguais; os outros, os que trabalham e pagam os impostos, os  que, imensamente contrariados mas obrigados a isso, alimentam a podridão deste país, esses, são apenas iguais e, se têm o azar de qualquer coisa, são logo condenados, e sem direito a destruição de provas...

P.S.: Para que não haja a possibilidade de ser incriminado por este texto, o mesmo será destruído, ao fim de 30 segundos.

PUFF!  (ou PUM?). Já está!


3 comentários:

Anónimo disse...

Cada vez é mais revoltante a podridão política!! Felizmente, começam a cair alguns tiranos... Para quando em Portugal?

Anónimo disse...

Ainda bem que o texto não se auto destruiu! Se for incriminado seremos testemunhas de que disse a verdade e só a verdade!
Quanto ao sermos iguais, uns mais que outros, claro... olhe é o "triunfo dos porcos"! (acho que também vou presa, mas haverá quem me defenda...)
AC

Anónimo disse...

Solidário consigo! Pode contar com a minha incondicional defesa.