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quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

MEIO DA VIDA

"Porque as manhãs são rápidas e o seu sol quebrado
Porque o meio-dia
Em seu despido fulgor rodeia a terra


A casa compõe uma por uma as suas sombras
A casa prepara a tarde
Frutos e canções se multiplicam
Nua e aguda
A doçura da vida"

Sophia de Mello Breyner Andersen - Obra Poética - Meio da Vida

A casa a preparar-se para a tarde em que ela ia chegar,
A tarde que ele tinha preparado para ela,
A tarde que se iria preparar para a noite...


Ela veio,
Ficou um pouco,
E partiu... 
Deixou as sombras,
Deixou a casa nua e aguda,
Amargando, mais uma vez,
A doçura da vida!

1 comentário:

Anónimo disse...

Sempre ouvi dizer que o que é doce nunca amargou...
Beijos
Berta