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terça-feira, 26 de julho de 2011

TINTO DE VERANO

Isto da crise faz com que, cada um, procure gastar o menos possível e compre o mais barato que puder.

O depósito de combustível do carro estava sequioso do precioso e caro líquido, quase a chegar à reserva e tinha, mesmo, de o encher. Não lhe apetecia nada, o dia estava quente, o vento tinha parado e o calor abafava, até sentia dificuldade a respirar.

E amanhã tinha que sair cedo, ir e vir, tudo, uns quase 700 Km. Mas tinha que ir. Há tanto tempo que estava a prometer. Por isso, desta vez, tinha mesmo que ser.

Esperou que o dia refrescasse um pouco mais, o fim da tarde é sempre mais agradável, o sol já anda mais por baixo, o vento suave costuma descer do alto da serra e, assim, a chatice de ter de ir meter a gasolina torna-se menos pesada. 

A fronteira, ali quase ao lado, seria o destino. O preço da gasolina, muito mais barata, compensava os 30 ou 40 Km que tinha de fazer para se abastecer. A estação de serviço, onde os empregados eram quase todos portugueses, estava sempre cheia de carros vindos de Portugal. Além da gasolina vende-se gás engarrafado, também mais barato, e tem, também, um mini mercado que tenta sempre mais uma compra ou uma necessidade de momento. Os gelados estão sempre a sair, pudera!, com este calor...

Mas o fim de tarde, junto à fronteira, tem outro atractivo, o DIAZ... Aquele esplanada junto à estrada, com as mesas de tampo vermelho, os chapéus de sol, também vermelhos, a garantirem a sombra desejada e, àquela hora, a apetecer uma bebida fresca.

Escolheu a mesa com mais sombra e esperou. A saudação de boas tardes e o pedido de qualquer coisa fresca, muito fresca, que o dia tinha sido de escaldar.

Acabou a tarde ali, a afogar a sede num fresco, quase gelado, Tinto de Verano...

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