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segunda-feira, 4 de julho de 2011

LABIRINTO

Parecia um caos estabelecido, um não acabar de percursos, de muros, de rodopios de pedra, de quadrados e de círculos que se misturavam numa aparente desordem.

Veio-lhe à ideia um labirinto e, instintivamente, olhou para o céu à procura do Ícaro daquele lugar.


(Monte de Santa Tecla - ruínas romanas - 2011)

Mas não viu ninguém, não ouviu nenhum bater de asas; ali, apenas ele e a paisagem, insólita, inesperada, perturbadora.

O Ícaro, que houvesse, já teria partido no seu voo de ambição, no seu bater de asas enceradas...

A verdade é que o dia estava chuvoso e não havia sol nem calor que lhe derretesse a cera e o desejo e glória de voar alto!




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