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terça-feira, 11 de dezembro de 2012

FOLHA VERMELHA


Foi mudando a cor do vestido que usava,
Agora vermelha, da cor de desejo;
De noite dormia, de dia sonhava,
Na árvore de outono, deste Alentejo.

Esperando, com tempo, o bailado do vento
E dando um adeus, em despedida final,
Subindo no ar, num derradeiro alento,
Caindo no chão, vermelha, mortal.

Aparentemente morta, de vermelho vivo,
A estrada de cor parece de vida, 
Como sangue que corre, com força, activo
Neste outono triste, mas de cor garrida.



(DO AUTOR - FOLHA VERMELHA DE OUTONO)






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3 comentários:

Anónimo disse...

excelente ."vermelho" . Bjo.
Isabel Mendes Ferreira

Anónimo disse...

Parabéns pela linda poesia, nesta época outonal, bem representada pela folha vermelha que rodopiará ao sabor do vento...
Maria Luísa Silva

Anónimo disse...

Não conhecia tal talento, mas GOSTO!
Maria de Lourdes Silva