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segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

DA JANELA


Da janela,
de onde costumo ver o pôr do sol,
hoje, não o vi!
Mas vi o cinzento,
suave e esbatido,
do nevoeiro;

Ontem, da janela, vi a chuva feita,
parecia,
de grossos pingos
como se fossem os do meu chuveiro;

E, no outro dia, da mesma janela,
vi o vento a sacudir,
com força destemperada,
os ramos da árvore,
ali defronte,
já quase desfolhada...

Como se,
de cada vez que olho através dela,
em cada dia,
a minha janela,
mudasse de fotografia...

(DO AUTOR - DA JANELA - NA QUINTA DA PROSA)





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1 comentário:

Maria João Falcão Lopes Cardoso disse...

As árvores têm vida,como sei que sabe, vida para mim "afectiva" também... eu percebo o que diz porque as vejo "passar" o ano, em frente da janela do meu quarto, mudarem de cor, de brilho, enxugarem-se dos pingos da chuva e reviver na Primavera. E eu vou passando pelas mesmas fases, acompanhando-as, como elas me acompanham. E todos os anos "renasço" com elas! Bom Natal amigo!