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quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

DELICADEZA


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(DO AUTOR - AS DELICADAS PÉTALAS DE UMA ROSA)

"Bailarina fui
Mas nunca dancei
Em frente das grades
Só três passos dei

Tão breve o começo
Tão cedo negado
Dancei no avesso
Do tempo bailado

Dançarina fui
Mas nunca bailei
Deixei-me ficar
Na prisão do rei

Onde o mar aberto
E o tempo lavado?
Perdi-me tão perto
Do jardim buscado

Bailarina fui
Mas nunca bailei
Minha vida toda
Como cega errei

Minha vida atada
Nunca a desatei
Como Rimbau disse
Também eu direi

«Juventude ociosa
Por tudo iludida
Por delicadeza
Perdi minha vida»"

Sophia de Mello Breyner Andresen - Por Delicadeza, in O Nome Das Coisas














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