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terça-feira, 30 de outubro de 2012

SIMETRIAS



Eram quase perfeitas, as simetrias conseguidas!

A água quieta servia de espelho e as plantas - que emergiam de dentro dela e se prolongavam para o céu ou mergulhavam, de novo, naquela água parada - eram os riscos daquele desenho simples que se repetia, ao invés, como uma verdadeira simetria.

Um palíndromo de riscos e rabiscos e não de letras, ou palavras!

E só,
Quando a água começar a secar,
Ou o charco voltar,
De novo,
A se inundar,
Ou a chuva, então, salpicar
Aquela superfície brilhante e molhada,
É que a simetria desaparece
Perdendo o encanto
Que salta à vista enquanto é,
Assim,
Olhada!





(DO AUTOR - AS SIMETRIAS NUM CHARCO DA SERRA DE SÃO MAMEDE)




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1 comentário:

Anónimo disse...

Muito bonito!
Ana Perestrello