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quarta-feira, 3 de outubro de 2012

OUTONAL



Outonal


"Caem as folhas mortas sobre o lago;
Na penumbra outonal, não sei quem tece
As rendas do silêncio... Olha, anoitece!
- Brumas longínquas do País Vago...

Veludos a ondear... Mistério mago...
Encantamento... A hora que não esquece,
A luz que pouco a pouco desfalece,
Que lança em mim a bênção dum afago...

Outono de crepúsculos doirados,
De púrpuras, damascos e brocados!
- Vestes de terra inteira de esplendor!

Outono das tardinhas silenciosas,
Das magníficas noites voluptuosas
Em que soluço a delirar de amor..."

Florbela Espanca, Charneca em Flor, in Poesia Completa



(DO AUTOR - QUINTA DA PROSA NO OUTONO)





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2 comentários:

Manuel Poppe disse...

Um estupendo post!!! Abraços, amigo!

Carlota Pires Dacosta disse...

Um belo soneto de uma belíssima poetisa (a minha preferida) eheheh
A foto está lindíssima.
Beijinhos