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domingo, 14 de outubro de 2012

MAR SOLITÁRIO

SOLIDÃO

"Estás todo em ti, mar, e, todavia,
como sem ti estás, que solitário,
que distante, sempre, de ti mesmo!

Aberto em mil feridas, cada instante,
qual minha fronte,
tuas ondas, como os meus pensamentos,
vão e vêm, vão e vêm,
beijando-se, afastando-se,
num eterno conhecer-se,
mar, e desconhecer-se.

És tu e não o sabes,
pulsa-te o coração e não o sente...
Que plenitude de solidão, mar solitário!"

Poema SOLIDÃO, de Juan Ramón Jiménez , in "Diário de Un Poeta Reciencasado"



(DO AUTOR - O ATLÂNTICO VISTO DA COSTA OCIDENTAL PORTUGUESA)




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