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quinta-feira, 19 de julho de 2012

OS PALONÇOS

Passam o dia a olhar para o ar... a ver os céus... Ali, no redondo de uma praça, estes, estáticos e empedernidos estão a ver os aviões... os que levantam, os que aterram ou, simplesmente, os que passam...

(imagem do Google)


Parecem uns palonços, estes bonecos de pedra, da escultora Teresa Paulino, a imitarem a atitude de tanta gente... de gente de carne e de osso, como as pessoas, mas que se deixam ficar, assim, quietos, parados, expectantes, imbecilmente à espera da vida, parvamente aguardando alguma coisa, ou alguém, mas não fazendo nada para a atingirem...

Não vivem, mas vegetam, não têm trabalho, nem profissão (ser deputado, ser ministro, ser político, também não é profissão)... mas sabem viver de subsídios, ou viver à custa dos outros, ou sabem procurar expedientes...

Ou palonços serão os outros, os que trabalham, os que não têm tempo  para olhar para o ar, nem (quantos?) dinheiro para andar nos aviões, os que pagam impostos para alimentar os outros palonços, os de cima?


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