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segunda-feira, 21 de outubro de 2013

SILÊNCIOS


Hoje, a cidade acordou embrulhada em silêncios...

As ruas desertas e húmidas de orvalho...

Poucos eram os carros que passavam, silenciosos e sem buzinadelas... também não eram muitas as pessoas que se viam a caminho do trabalho. Outras, poucas, passeavam os seus cães, silenciosa e tranquilamente... sem um latido ou um rosnar...

Pássaros, só um! Um melro negro e luzidio, que saltitava, silenciosamente, na relva da praceta, à procura do alimento...

Pouco habitual um cenário destes...

A lua, ainda bem cheia, alumiava, já no seu ocaso, a cidade que se apressava a sair da escuridão da noite, ajudando à montagem de um cenário de quase mistério e cumplicidade no acordar deste dia de hoje...

Foi quando olhou para o relógio e se deu conta que passava pouco das seis da manhã!


(DO AUTOR - LISBOA A ACORDAR E A LUA A ESCONDER-SE)


2 comentários:

sara santiago disse...

Prosa a que chamo poesia, talvez nascida numa solitrária madrugada, húmida e fria!!!

Anónimo disse...

Os prédios agressivos, impessoais e cheios de angústias humanas, o olhar atento.

Ana Lacerda