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quarta-feira, 13 de junho de 2012

GAIVOTA

Atravessou-se pela frente e, mudando por completo o seu rumo, circundou o barco três vezes, três vezes o olhou com a força do seu olhar penetrante e, depois, como se esquecendo do seu destino, foi acompanhando o navegar pachorrento do veleiro talvez pensando que este lhe trazia o peixe que não conseguira apanhar durante toda a sua viagem. 

Andou "horas" nisto, a elevar-se no ar, a circundar o barco, a seguir na sua rota até que, ao entrar no porto, foi poisar na amurada do cais, como se ficasse à espera...

O olhar, que agora estava mais perto, era penetrante e perscrutador, certamente na procura do peixe que lhe pudesse matar aquela fome de dias...

(DO AUTOR - EM PORTIMÃO)

... dos dias de uma travessia que tinha sido longa, sempre a voar, porque o vento forte  e  o mar bravio daqueles dias não a tinham deixado poisar e, muito menos, mergulhar.

Por isso, exausta, deixou-se ficar ali, quieta, à espera do peixe morto que um pescador ia tirando da rede.

E foi, quase sem forças para lutar, que assumiu aquela atitude de ameaça agressiva, para defender o seu pedaço de comida e garantir a sua sobrevivência.

(DO AUTOR -  NO FERRAGUDO)


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3 comentários:

Anónimo disse...

Que olhar!
Até fere!
Bjs
LM

Anónimo disse...

Aquele olho... perfura!
Bjs
Berta

MJ FALCÃO disse...

A vida, a sobrevivência...
Linda imagem!
o falcão