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quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

COELHINHO DA PÁSCOA


Toda a Páscoa costuma ter o seu coelhinho! 
 
Seja de chocolate, de peluche, um bolo com a forma do dito...
 
E costuma, também, ter ovos! De chocolate, dos verdadeiros, mas cozidos e pintados de cores garridas, ou envoltos em pratas com desenhos geométricos variados, ou, para os mais ricos, os célebres ovos russos de Fabergé...

Não sei esta Páscoa teremos o coelho ou os ovos. Pelo caminho que as coisas estão a tomar vai-nos restar, apenas, o Folar, não o tradicional, mas um folarzinho feito de farinha rala, pouco fermento e alguma água.

O outro coelho, que não o da Páscoa, o Coelho que nos anda a tramar, que só vê o que ninguém mais vê, que nos encarrilou numa viagem feita numa linha de bitola cada vez mais estreita, ainda não se apercebeu que, cada dia, vai sendo mais difícil o salto para a vida digna que todos merecemos. Ele que que se acautele porque se não, qualquer dia - será que chegará à Pascoa? -, quando se aperceber que se enganou no caminho e na viagem e quiser dar o pulo para fugir da cerca de arame farpado com que a troyka nos rodeou, e que ele ajudou a colocar, irá sentir, também na sua pele, as farpas do arame que o irão manter prisioneiro para o resto dos seus dias.

 
 

(DO AUTOR - APANHADO NAS MALHAS)


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