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sábado, 3 de novembro de 2012

LAIS DE GUIA


Dá-se uma meia volta fazendo passar por ela a ponta ou chicote do cabo que, depois, passa por baixo do seio, ou seja, a outra parte do cabo e, finalmente, passa-se o chicote, de novo, pela meia volta... puxa-se, e já está!

Simples! Mas eficaz!

É um dos nós mais usados e mais seguros utilizados pelos marinheiros e pescadores. Habitualmente usa-se para encapelar num cabeço e, de forma genérica, para fazer qualquer amarração. E, para desamarrar faz-se o contrário, de maneira simples e rápida!

Atenção que, em termos de marinharia, não há cordas, mas cabos, e um cabo não se ata, amarra-se!

(DO AUTOR - LAIS DE GUIA - TERRA ESTREITA)
Quantas vezes não faria jeito um lais de guia na nossa vida? Amarravamo-nos ao que, ou a quem, queríamos, com a certeza de uma ligação forte e segura e quando, ou se, quiséssemos lá se desfazia a ligação (amarração, por favor!) sem dificuldades, sem desfazeres complicados, sem constrangimentos.

Por um lado deveria ser bom mas, por outro, perdia-se a graça ou a complicação do viver, resumindo as amizades, os afectos, os amores a um simples lais de guia em que se dá uma meia-volta, onde se faz passar a ponta do cabo que, depois, passa por baixo do seio e torna a entrar na meia volta...




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2 comentários:

Anónimo disse...

Texto de mestre! Muito bom! Beijinhos, lola

Anónimo disse...

Parabéns! Gostei da analogia!

Cumprimento,

JAS