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domingo, 13 de dezembro de 2009

A QUINTA

Estava escura, sem uma luz, sem barulhos sem os ladrares da Ginja e do Fred, que se quiseram associar ao silêncio.
A lareira, adormecida, com um tronco meio queimado a pedir lume, a pedir chama, irradia ausências, arrefece mãos que procuram calor.
O quarto frio, enorme, e a cama enorme, vazia e fria.
O amanhecer foi cedo. Um amanhecer a prenunciar sol. Os cães despertos, em correrias sem destino, em ladrares fortes às ovelhas do vizinho, vieram dar o seu cumprimento a pedir as festas do bom dia. Estão lindos, estes cães. Mais obedientes e mais tranquilos.
E a Quinta linda! pincelada de milhares de folhas pintadas pelas cores do Outono de múltiplas matizes , ainda com frutos maduros, os dióspiros e as romãs, que persistem agarrados ao tronco que ainda lhes sopra um pouco de vida, e milhares de cogumelos que crescem em força por todo o lado. O ar cheira bem, respira-se melhor.
Que bom estar aqui!

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