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segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Outras terras


Andei por fora uns dias. Meti-me num avião e fui parar a outra terra, onde senti o frio do norte, a chuva gelada a bater na cara e, por fim, contemplei o espectáculo único de um nevão forte e duradouro. Foi à noite! À saída de um concerto de Natal, lindo, cantado por um coro de homens ainda jovens, alunos de uma escola de canto de uma prestigiada universidade. A neve caía forte, franca, atapetando os relvados, uniformizando as ruas, que logo eram riscadas pelos sulcos dos carros. O caminho até ao hotel foi feito de um caminhar fofo de neve ainda macia, mas alta. A noite encheu de magia os meus sonhos e trouxe-me as recordações da minha infância, do frio agreste da Serra da Estrela, dos nevões fortes em casa dos meus avós, dos bonecos com nariz de cenoura, do patinar no terraço totalmente gelado.
Estes dias que andei por fora foram bons, lavaram-me a alma, encheram-me o coração de alegria e, sobretudo, passeei por sítios bonitos!

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