segunda-feira, 16 de setembro de 2013

O NEVOEIRO


Quando o dia acordou quase que só deixava ver um pouco mais do que nada.
 
Sem cores, apenas um pardo cinzento que não consentia distinguir o céu do mar, apagando a linha do horizonte, como se um enorme vidro embaciado tivesse sido colocado diante do olhar.
 
Um acordar misterioso, sombrio, intrigante, diria até que quase frio mas que, no mesmo tempo em que se demora a dizer a palavra instante, se deixou rasgar pela luz de um sol brilhante, cheio de vigor, que tudo clareou e tudo encheu de cor e de calor...
 


(DO AUTOR - ALGURES NO MAR O NEVOEIRO)


4 comentários:

Anónimo disse...

Bom Dia Raul!
Ele há dias assim. Nascem cinzentos mas basta uns raios de sol para lhes dar uma tonalidade mais feliz !!! Espero que seja o caso.
Ana Oliveira

Anónimo disse...

Lindo seu texto e a foto tb.
Marion Mac Dowell

Anónimo disse...

Adoro dias assim...
Maria João Falcão

Anónimo disse...

São dias nostálgicos, mas cheios de magia, em que um inesperado raio de sol tudo transforma. Gostei do conjunto texto/foto.
Maria Luísa Silva