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segunda-feira, 30 de setembro de 2013

FLOR DE SONHO


A Flor do Sonho, alvíssima, divina,
Miraculosamente abriu em mim,
Como se uma magnólia de cetim,
Fosse florir num muro todo em ruína.

Pende em meu seio a haste branda e fina
E não posso entender como é que, enfim,
Essa tão rara flor abriu assim!...
Milagre... fantasia... ou, talvez, sina...

Ó Flor que em mim nasceste sem abrolhos,
Que tem que sejam tristes os meus olhos
Se eles são tristes pelo amor de ti?!...

Desde que em mim nasceste em noite calma,
Voou ao longe a asa da minha'alma
E nunca, nunca mais eu entendi...

Florbela Espanca, in "Livro de Mágoas" - Flor de Sonho



(DO AUTOR - FLOR DE SONHO)











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