sábado, 20 de julho de 2013

MANHÃS


Nunca há amanheceres e manhãs iguais... 
 
O de hoje parece que tardou no acordar... O sol deixou-se preguiçar por baixo das nuvens espessas, mas fofas, e parece ter ficado mais uns segundos naquele tapa e destapa de quem não se quer levantar e lhe sabe bem a cama! Depois, esticou os raios, com quem estica os braços, e levantou-se lesto e cheio de promessas de um dia quente!



(DO AUTOR - O ACORDAR DO SOL) 

sexta-feira, 19 de julho de 2013

A RIBEIRA


Durante meses andou cheia... a transportar a água toda daquelas chuvas imparáveis que o inverno trouxe!
 
Correu com forças desmedidas, saiu das margens, alagou à sua volta, até assustou pela violência, pela força, pela raiva libertada pelas águas...
 
Agora corre mansa, tranquila, pacífica, com o seu fio de água, fresca e cristalina, a fazer a delícia pelas sombras e frescura que produz nestas tardes de calor insuportável!



(DO AUTOR - A RIBEIRA DE NISA A DEIXAR CORRER UM FIO DE ÁGUA)



quinta-feira, 18 de julho de 2013

CRESCENDO


Estão longe de estar maduras... Ainda estão muito verdes!
 
Fossem uvas e lá estaria a raposa do La Fontaine a desdenhá-las... mas são peras, deliciosas quando estiverem prontas para serem saboreadas.
 
Por enquanto apenas se pede tempo bom, calor, algum sol e poucas bicadas de pássaros para que possam ir crescendo, com todo o tempo que o tempo tem...
 
É que não há pressa na colheita!
 

(DO AUTOR - PERAS VERDES A CRESCEREM)

quarta-feira, 17 de julho de 2013

OS ESPINHOS TÊM ROSAS


"Há pessoas que choram por saber que as rosas têm espinhos,
Há outras que sorriem por saber que os espinhos têm rosas!"

Machado de Assis



(DO AUTOR - OS ESPINHOS E A ROSA)

terça-feira, 16 de julho de 2013

O ACORDAR


É sempre bom ver o acordar do dia e porque há mar, porque há madrugada e sol, nesta fotografia, faz bem recordar este poema de Sophia:

 
Esta é a madrugada que eu esperava
O dia inicial inteiro e limpo
Onde emergimos da noite e do silêncio
E livres habitamos a substância do tempo.


(DO AUTOR - UM DIA INICIAL INTEIRO E LIMPO)

segunda-feira, 15 de julho de 2013

AS FESTAS DO ESPÍRITO SANTO


São, talvez, as festas mais importantes dos Açores. Cada ilha as comemora à sua maneira. As mais conhecidas são as de São Miguel e da Terceira.

E são importantes, não só por serem as festas do Espírito Santo, o símbolo máximo de religiosidade do arquipélago açoriano mas, também, pelo espírito da partilha, pela entrega, pela dádiva, pela festa, pelo cortejo...

A pomba e a coroa do Espírito Santo são os seus melhores símbolos e a procissão constitui o seu ponto  mais importante.

As festas deste ano, em São Miguel e, em particular em Ponta Delgada, foram magníficas e fizeram esquecer, um pouco, a maldita desta crise!


(DO AUTOR - AS FESTAS DO ESPÍRITO SANTO EM PONTA DELGADA)


domingo, 14 de julho de 2013

AMANHECER


Depois daquele calor imenso, que dificulta o respirar, que seca os pulmões e "esfarela os ossos", daquele tempo incómodo que não tranquiliza e não sossega, veio o nevoeiro matinal e um friozinho quase agradável a pedir agasalho e aconchego...

O acordar, naquela manhã foi diferente: o fresco da madrugada invadiu o quarto ainda quente, a neblina amaciou os contrastes, esbranquiçou as cores e o canto do melro perdeu a estridência das suas "risadas de cristal"...

Um amanhecer de verão com sabor de outono...


(DO AUTOR - UM AMANHECER OUTONAL EM TEMPO DE VERÃO)

sábado, 13 de julho de 2013

A COBRA


Mora por ali, entre pedras soltas, heras agarradas, degraus de tijoleira e a água dos tanques, cheios de peixes, de rãs, alfaiates... 

Costuma deslizar, sorrateira, rápida, desconfiada...

Hoje, não! Ficou-se por ali, quieta, exposta, provocadora, de cabeça levantada, a afrontar o ar, o sol, quase o mundo...

Mas foi sol de pouca dura! Bastou o abrir da porta e o ruído de passos na sua direcção e ei-la, de novo, na sua condição de réptil rastejante, a deslizar, a esconder-se a voltar ao seu esconderijo...
(DO AUTOR - A COBRA A APANHAR SOL)
 

sexta-feira, 12 de julho de 2013

FIM DE TARDE OU LUSCO-FUSCO?


É naquela hora indefinida, em que a tarde se faz noite e o anoitecer ainda é feito de restos do dia, quando o sol se esconde por detrás das árvores que fazem de horizonte e o silêncio impera, que se colhem imagens únicas de cor e de paz...

(DO AUTOR -  UM FIM DE TARDE ÚNICO)

  

quinta-feira, 11 de julho de 2013

MIL FOLHAS


A Natureza, por vezes, é assim: transforma as rochas, duras, empedernidas, numa espécie de pastel de massa folhada, num mil folhas apetecível...

Como se fosse uma aula de culinária, não feita ao momento, nem de ida ao forno a 200ºC durante 10 a 15 minutos, mas preparada durante milhões de anos, feita de lavas, de areias e preparada pelo sol,  pelos ventos e pelo mar, até ter aquela forma e aspecto apetecível... Só que a massa é dura como pedra!

(DO AUTOR - MIL FOLHAS ETERNAS A FAZEREM A BASE DO MONTE BRASIL - ILHA TERCEIRA - AÇORES)


quarta-feira, 10 de julho de 2013

CONVERSAS DE BALCÃO


A casa, no centro da cidade, está abandonada... as janelas, entreabertas, com os vidros partidos, são o local preferido para estes encontros vespertinos.

Vão chegando, uma a uma, escolhem o melhor poiso e ali ficam arrulhando como conversas de vizinhas à janela... 

Não sabe muito bem como mas, naquele momento, vieram-lhe à lembrança as primeiras estrofes das "Vozes dos Animais", de Pedro Dinis, do seu livro da 3.ª Classe e que, tão bem, sabia de cor...

Palram pega e papagaio
E cacareja a galinha,
Os ternos pombos arrulham,
Geme a rola inocentinha.

Muge a vaca, berra o touro
Grasna a rã, ruge o leão,
O gato mia, uiva o lobo
Também uiva e ladra o cão.

Relincha o nobre cavalo
Os elefantes dão urros,
A tímida ovelha bala,
Zurrar é próprio dos burros.

Regouga a sagaz raposa,
Brutinho muito matreiro;
Nos ramos cantam as aves;
Mas pia o mocho agoureiro.

Sabem as aves ligeiras
O canto seu variar:
Fazem gorjeios às vezes,
Às vezes põem-se a chilrar.

O pardal, daninho aos campos,
Não aprendeu a cantar;
Como os ratos e as doninhas,
Apenas sabe chiar.

O negro corvo crocita,
Zune o mosquito enfadonho,
A serpente no deserto
Solta assobio medonho.

Chia a lebre, grasna o pato,
Ouvem-se os porcos grunhir,
Libando o suco das flores,
Costuma a abelha zumbir.

Bramam os tigres, as onças,
Pia, pia o pintainho,
Cucurica e canta o galo,
Late e gane o cachorrinho.

A vitelinha dá berros,
O cordeirinho balidos,
O macaquinho dá guinchos,
A criancinha vagidos.

A fala foi dada ao homem,
Rei dos outros animais:
Nos versos lidos acima
Se encontram em pobre rima
As vozes dos principais.




(DO AUTOR - HORA DA PROSA FEITA DE ARRULHARES AO BALCÃO - ANGRA DO HEROÍSMO)


terça-feira, 9 de julho de 2013

MARCA REGISTADA


Fazem parte da paisagem dos Açores! Dizem até que, nos Açores, há mais vacas do que homens!

Escrevia o historiador e padre Gaspar Fructuoso em "Saudades da Terra", entre 1586 e 1590, sobre a Ilha Terceira: "Ha esta ilha infinidade de gado vacum e ovelhas... com que é abundantíssima de leite, manteiga, nata queijos e requeijoes e preciosas queijadas". E a verdade é que, passados quase quinhentos anos, este escrito de Gaspar Fructuoso se mantém perfeitamente actual.

A localização estratégica destas ilhas, na rota da África, das Índias, das Américas e do Brasil fizeram-nas apetecidas de muitos e quem as descobriu e conquistou teve a visão necessária sobre a sua importância no abastecimento de água, de carne, de frutos, em particular a laranja, entre outros alimentos, para os barcos que iam ou vinham por essas rotas... De tal modo que, quando chegaram os primeiros povoadores, já encontraram, pastando tranquilamente, naqueles pastos quase eternos, as vacas a fazerem parte dessa paisagem... como se fossem, já naqueles tempos, uma marca registada destas ilhas únicas de beleza, de mistérios, de encantos... e de muitas vacas!

(DO AUTOR - NOS PASSEIOS DA CIDADE DE ANGRA DO HEROÍSMO, O BASALTO E O CALCÁRIO, A DEIXAREM IMPRESSA A MARCA REGISTADA DA ILHA)



segunda-feira, 8 de julho de 2013

PÉ ANTE PÉ


São irresistíveis, os gatos...
 
Sei que há quem goste, quem não goste, mas não acredito que haja quem lhes mostre indiferença...
 
São seres únicos, individualistas, nunca domesticáveis, apesar de domésticos, desconfiados, astutos, caçadores natos e extremamente discretos...
 
Este, ia a passear na Carreira dos Cavalos, num princípio de tarde com algum sol, procurando refúgio sob os carros estacionados... Mas, num momento, quase num instante, atravessou a rua como um relâmpago e, num pé ante pé silencioso, quase afrontando a imobilidade, ficou a mirar fixamente um pardal jovem que, perdido do seu poiso familiar, piava, cansado e assustado, no chão da carreira...
 
E só o clique da máquina fotográfica é que lhe fez desviar o olhar e permitir ver uns olhos da mesma cor que a do céu que, naquele momento estava quase sem nuvens... 
 



(DO AUTOR - NUM PÉ ANTE PÉ DESCONFIADO E ASTUTO NA CARREIRA DOS CAVALOS - ANGRA DO HEROÍSMO)


domingo, 7 de julho de 2013

OS CHEIROS DA HORTA


Numa das esquinas da praça Velha, de repente, dei-me com o Portugal de antigamente: os hortelãos mercadores, montaram o seu espaço e colocaram à venda os produtos das suas hortas, as sementes dos cheiros, os maracujás, as abóboras prontas a plantar, as alfaces, as flores...

Tudo arrumado, separado, com os nomes bem visíveis... Os cheiros, naquele canto da praça, eram uma mistura de hortelã da ribeira, com o da salsa, do coentro e da terra vegetal...
 
Aqui, felizmente, não se perdeu, ainda, o interesse e o amor às coisas da terra. E não há ASAE que consiga plastificar, esterilizar e asseptizar os produtos que a Natureza nestes lugares vai criando, de forma espontânea, mas cuidada.
 
Fez-me bem recuar ao tempo das feiras da minha juventude...





(DO AUTOR - OS PRODUTOS DA HORTA - ANGRA DO HEROÍSMO - PRAÇA VELHA)



sábado, 6 de julho de 2013

O CARACOL


Não se trata do molusco, com a casa às costas, que larga baba por onde vai passando e põe os palitos ao sol. A verdade é que, aqui nos Açores, o sol não abunda tanto como as nuvens e, se estas ilhas têm as quatros estações num só dia, como soi dizer-se, o tempo de sol é sempre bem menor que o de sombra, incluindo a noite, é claro!
 
Mas este Caracol é um quase monumento, situado na baía do Fanal, junto à praia da Silveira. Numa das suas extremidades, para o lado poente, ergue-se uma estrutura cónica helicoidal, como a casca de um caracol, que tem, actualmente, a função de miradouro, com uma excelente vista sobre o Monte Brasil, e que funcionou, nos tempos do ciclo da laranja, como torre de vigia dos barcos que se aproximavam da costa para carregarem as laranjas, permitindo aos agricultores locais colher os frutos e, atempadamente, encaminhá-los para o porto a fim de serem embarcados.  
 
E. em dias de boa visibilidade, avista-se a ilha de São Jorge e, por detrás dela, o piquinho da Ilha do Pico, o ponto mais alto de Portugal...



(DO AUTOR - O CARACOL DA SILVEIRA, QUASE ESCONDIDO OU CAMUFLADO POR METROSIDEROS)

sexta-feira, 5 de julho de 2013

METROSIDERO


Tem um nome estranho, veio do longínquo oriente da Nova Zelândia, da Austrália e de outras regiões do Pacífico.
É uma árvore ornamental, de grande porte, que serve de abrigo a muitas aves e protege as zonas cultivadas dos ventos marítimos. Dá-se bem nos climas temperados e nas zonas costeiras e, para além de muito folhosa, de copa larga, tem umas flores vermelhas, lindíssimas e bem vistosas. A madeira é dura (daí o sidero que é ferro em grego) e resistente.
Produz muito néctar e constitui uma verdadeira atracção para as abelhas.
Se apareceu por estas paragens foi porque veio nalguma nau, esquecida ou propositadamente, para ornamentar o jardim de alguém. Cresce lenta mas seguramente e, hoje, é tão comum nestas ilhas, como a árvore do Incenso ou a Criptoméria do Japão.
Quase um ícone, exótico na verdade, destas ilhas da Macaronésia .
(DO AUTOR - UM METROSIDERO QUASE A BEIJAR O MAR NA ILHA TERCEIRA)

quinta-feira, 4 de julho de 2013

ÁGUAS VIVAS


A temperatura convidava, o mar estava manso e suave e a praia da Silveira é logo ali, ao lado do hotel...

Uma praia de rochas e cimento, sem qualquer areia, mas fazendo uma enseada acolhedora, com rampas para se poder entrar nas águas apetecidas, sem sobressaltos, ou pranchas para um mergulho mais ou menos olímpico, conforme o jeito de cada um...

Mas, hélas, uma bandeira vermelha, bem no alto do mastro, impedia a entrada naquele mar morno e sem ondas...

A transparência daquelas águas tranquilas deixava ver uma quantidade imensa de "águas vivas" - quase um contra senso -, umas medusas acastanhadas do tamanho de uma mão de criança, com tentáculos que, quando picam, deixam uma marca na pele, como de queimadura, e um ardor intenso e prolongado...
 
E lá se trocou um banho de mar, certamente prometedor, por um banho, certo, de piscina...

(DO AUTOR - AS ÁGUAS VIVAS A BANHOS NA PRAIA DA SILVEIRA)




quarta-feira, 3 de julho de 2013

ALCATRA


É uma reminiscência da "velha" Chanfana da Beira Litoral... Aproveita-se a cabra velha, já sem préstimo, juntam-se-lhe os temperos e os condimentos apropriados, põe-se a cozinhar num alguidar ou assadeira de barro, durante quase um dia, no forno de lenha, até se obter uma carne mais macia, condimentada e cheia de bons odores e sabores...
 
Parte da emigração da Terceira, na altura do descobrimento das ilhas açorianas, veio da zona da Bairrada e, à falta, talvez, das cabras resolveram substituí-la pela vaca velha que já não servia para nada, muito menos para dar leite.
 
E, assim, apareceu a Alcatra de vaca, um dos pratos mais tradicionais desta ilha. Só que os tempos foram mudando, os paladares diversificando, as mudanças surgindo e hoje, nesta ilha de encantos, de mistérios, de partilhas, de touradas à corda e dos impérios do Espírito Santo come-se Alcatra de quase tudo... Só uma coisa que não muda: é sempre servida do alguidar de barro, cozinhada no forno e leva uma fatia de pão no fundo do prato...
 
Esta, que comi em Porto Judeu, no Boca Negra (um peixe típico dos mares dos Açores) era de congro, ou safio, como se chama no continente deste Portugal insular, e estava soberba.
 
O peixe branco, sem espinhas, de carne consistente, quase se desfazia na boca libertando sabores únicos...
 
O vinho branco, vindo das pedras de lava, das célebres curraletas que absorvem e conservam o calor para que as uvas possam amadurecer, mesmo quando não há sol, servido bem gelado, fazia o contraste ideal com aquela "sopa" de peixe, bem quente.
 
E depois, nos Açores, o ananás é sempre a sobremesa indicada para "desmoer" a Alcatra...
 
(DO AUTOR - A ALCATRA DE CONGRO... SABOROSÍSSIMA!)
 
 
 

terça-feira, 2 de julho de 2013

E FIZ-ME AO CAMINHO


E fiz-me ao caminho, voando...

Fui até aos Açores, à Ilha Terceira, à "minha" cidade de Angra do Heroísmo, Património Mundial da Humanidade, para mais umas Jornadas (as 11.ªs) de Pneumologia, dedicadas aos médicos da Família.
 
Do calor extremo de Lisboa (42 ºC) passou-se para uma temperatura amena, ora com sol, ora com nuvens quase a ameaçar chuva. 
 
E por aqui vou ficando alguns dias, sem Net, mas com histórias para contar e que publicarei assim que voltar...

(DO AUTOR - LÁ, NO ALTO, VOANDO POR CIMA DAS NUVENS)

segunda-feira, 1 de julho de 2013

O CAMINHO FAZ-SE CAMINHANDO


"Caminhante, as tuas pegadas
São o caminho e nada mais;
Caminhante não há caminho,
O caminho faz-se ao andar.

Ao andar faz-se o caminho
E ao olhar-se para atrás,
Vê-se a senda que jamais,
Se há-de voltar a pisar.
Caminhante não há caminho,
Somente sulcos no mar."

António Machado (Sevilha  1875 - França 1939) - Cantares - O Caminho Faz-se Caminhando.


(DO AUTOR - CAMINHANDO NO CAMINHO ROMANO A CAMINHO DE VILAR DOS MOUROS)





domingo, 30 de junho de 2013

CALOR DE VERÃO



Chegou repentino, intenso, devastador... Não deu tempo para nada! Sem pré-avisos, sem aquelas promessas de tempo de verão.

Chegou e instalou-se, apropriando-se de um "terreno" que é seu de pleno direito - o verão -.

Na verdade, tem todo o direito, mas como o tempo tem andado meio avariado, fora do normal, inconstante e desajustado até parece que este calor está fora de época.

Com o Junho a acabar, agora que os Santos populares partiram e o São Pedro fechou, com as suas chaves, a porta de mais um mês, abrem-se as perspectivas de um bom tempo de praia.

Ao menos que, agora, o tempo jogue certo com o calendário e não troque as voltas como tem feito até aqui. Que traga calor, que traga sol, que encha as praias de gente, que deixe que os corpos se bronzeiem, que o mar não seja mau e deixe que as pessoas se banhem...

(DO AUTOR - O CALOR DO VERÃO)




sábado, 29 de junho de 2013

MÃE OU AVÓ


(DO AUTOR - AMOR DE MÃE - CASTELO DE VIDE)

"Mãe... São três letras apenas
As desse nome bendito:
Também o Céu tem três letras...
E nelas cabe o infinito.
Para louvar nossa mãe,
Todo o bem que se disse
Nunca há-de ser tão grande
Como o bem que ela nos quer...
Palavra tão pequenina,
Bem sabem os lábios meus
Que és do tamanho do Céu
e apenas menos que Deus!"

Mário Quintana - Mãe

Curioso como, também, a Avó tem três letras, tantas como o Céu, e, quantas vezes à distância, dá amor tão infinito, como o da Mãe, e apenas menos um bocadinho do que Deus!



(DO AUTOR - UMA AVÓ A SONHAR OS NETOS  - CASTELO DE VIDE))







sexta-feira, 28 de junho de 2013

A GUARDA E OS CINCO" EFES"



A Guarda é a terra dos cinco "F". 

"F" de Fria, de Forte, de Farta, de Fiel e de Formosa. 

Há quem diga que os "F" não são cinco, mas sete: juntam-lhe um "F" de Feliz e outro de Feiticeira.

Não sei muito bem qual é a ordem destes "efes" mas, o primeiro F é, certamente, o de Fria.

É que, mesmo neste Verão tórrido, em que o calor não nos deixa respirar e entra por todos os poros da nossa pele, as manhãs, aqui, acordam com um vento frio que desliza sorrateiro e contrasta com a quentura do dia.

Será que é mesmo assim? Ou será que o frio vem, afinal, das ventoinhas gigantes que circundam esta terra de tanto "F"?  Ou será mais um "F" de Fan (ventoinha em inglês)?


(DO AUTOR - AS EÓLICAS E O FRIO DA GUARDA)  



quinta-feira, 27 de junho de 2013

GUARDA


Sobe-se aos 1000 metros de altitude e o ar torna-se mais puro, a visibilidade mais transparente e os cheiros mais acentuados... Cheira a Serra, cheira a Mondego, cheira a Tranquilidade.

Aqui, na Guarda, o sol amanhece mais cedo, os silêncios da natureza dominam sobre o ruído da urbe e a vista perde-se para lá do horizonte...

Sabe bem estar mais perto do céu!



(DO AUTOR - O AMANHECER NA GUARDA)


quarta-feira, 26 de junho de 2013

INSINUANTE LUAR


O dia tinha sido anormalmente quente e o convite para jantar, junto ao Tejo, ao ar livre, era uma tentação...
 
Àquela hora corria uma aragem ainda quente, mas, apesar de tudo, perfeitamente suportável...
 
Tinha levado uma camisola de algodão, não fosse o vento fresco da beira-rio arrefecer demasiado o ambiente. Nunca se esquecia das duas máximas que a vida lhe foi ensinando: "o mar é sempre frio, húmido e salgado" e "junto ao rio, à noite, é húmido e faz frio".
 
Só que, desta vez, o rio não trouxe aquele fresco que estava à espera e a noite manteve-se quente, a lembrar as noites de verão de há muitos anos...
 
Há dois ou três dias tinha sido lua cheia... A lua que sempre surpreende e encanta...
 
Só que, desta vez, surpreendeu de forma especial: insinuou-se entre a Torre de Belém e o Cristo-Rei e lá foi subindo, como um balão de São João e pôs-se a brincar com o Cristo...
 
Insinuante e divertido luar!
 
 

(DO AUTOR - A LUA VERMELHA A NASCER SOBRE O TEJO ENTRE O CRISTO-REI E A TORRE DE BELÉM)

 


(DO AUTOR - A LUA E O CRISTO-REI, BRINCANDO)